Tome a sua cruz
“Então, disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me;” (Mt.: 16:24)
Após um diálogo com Pedro - Mt 16:21-23, Jesus começa a desmitificar os conceitos que os seus discípulos tinham do evangelho. Certamente criam ser um evangelho fácil, sem dor e sofrimentos. Mas Ele então diz á todos - “Se alguém quiser vir após mim” , ou se vocês quiserem me seguir é necessário: renunciar a si mesmo; tomar á sua cruz; e seguir-me”
E o que significa esses três passos?
Renunciar a si mesmo diz respeito ao que Jesus fez. “E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” Ele esvaziou-se de si mesmo, da sua glória divina, se tornando em forma humana para morrer por nós pecadores.
Logo entendo que renunciar a si mesmo é deixar as suas vontades, certezas e convicções pra fazer a vontade de Deus. Quando Jesus repreende a Pedro dizendo que ele não cogitava das coisas de Deus e sim das dos homens, Ele ensina a Pedro – você deve buscar pensar com a cosmovisão de Deus.
Como é difícil renunciar as nossas vontades não é mesmo? Agora eu te convido a parar um pouco e refletir: onde você passará sua eternidade? E o que é essa vida aqui na terra comparada com a eternidade? Nada! Dá pra comparar o tempo? Não! Nós somos embaixadores de Cristo, portanto estamos aqui só por um curto espaço de tempo e em breve retornaremos. Mas agora a questão é – será que seremos aprovados? Será que cumprimos a nossa missão? E afinal, qual é a sua missão?
Uma certeza eu tenho um soldado em guerra não pode voltar atrás. Paulo entendeu isso ao afirmar:
“Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.” (At.:20:24). E mais: “[...]porque eu estou pronto, não só a ser preso, mas ainda a morrer em Jerusalém, pelo nome do Senhor Jesus”(At. 21:13).
Na verdade não é deixar de fazer a nossa vontade, mas sim voltar para a vontade de Deus, para o seu propósito. Ele nos criou e ao nos criar, designou um propósito a cada ser humano. Cabe então a cada um descobri-lo e retornar à ele. Foi o que aconteceu com Paulo – ele era perseguidor dos cristãos, mas Deus o havia chamado para “ser perseguido”.
Tomar à sua cruz diz respeito à tudo que Ele passou até a sua última gota de sangue vertida na cruz. Consegue imaginar o caminho que Ele fez e o que passou? Eu te convido – tudo começou com a traição de um dos seus discípulos (Judas). Você já foi traído? Doeu... foi injusto não foi? Ele sabe da sua dor e te entende, pois também foi traído. Você já foi desprezado? Ele também foi.
Quando o colocaram diante de Pilatos e este pediu ao povo que escolhesse entre Ele e Barrabás (um assassino), quem o povo escolheu? Mais uma fez eu afirmo: Ele conhece a sua dor! Está difícil a caminhada, dá vontade de desistir? Doenças, enfermidades, dores, sofrimentos... angústias e tribulações. Fico a imaginar aquela coroa de espinhos penetrando a sua cabeça, perfurando o seu crânio... as dores causadas por cada chicotada que perfurava e arrancava pedaços da sua carne. Quantas chicotadas foram mesmo? E o carregar aquela cruz desproporcional ao seu tamanho com o corpo ferido numa estrada que parecia não ter fim, tamanha a dor e sofrimentos. Sem contar a humilhação de passar no meio de multidões que o acompanhava zombando. Talvez alguns arriscavam a cuspir, outros a atirarem pedras... chegando ao local, os seus abraços são esticados, a primeira martelada – ai que dor! A segunda vêm e a terceira logo em seguida... Será que aguentaria? Acho que teria morrido com a coroa de espinhos. E você? Mas ele suportou tudo isso. E sabe por que? Isaías nos diz: “Era desprezado, e o mais indigno entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos: e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si: e nós o reputámos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades: o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.”
Então tomar a sua cruz significa entender que Jesus já sofreu todas as dores possíveis e que Ele é o único apto a nos ajudar a passar por elas. É também entender que não estamos isentos delas!
Seguir a Jesus não é um mar de rosas, e sim, um mar de espinhos. Espinhos que nos aperfeiçoa e nos trás de volta a essência do ser – a imagem e semelhança de Deus.
Segui-lo diz respeito a escolha. Ele vai nos dizer: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”(Jo 14:6). Quando Jesus faz essa afirmação Ele nos ensina que existe vários outros caminhos, mas que o único verdadeiro que leva a vida eterna em Deus é o que Ele traçou – o caminho da cruz. E é justamente por existirem outros caminhos que muitos são enganados. A Bíblia nos diz que “larga é a porta, e espaçoso o caminho, que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela”(Mt 7:13) e “estreita é a porta, e apertado o caminho, que leva à vida, e poucos há que a encontrem” (Mt 7:14).
Lembra da escolha de Ló e o que aconteceu depois? Aparentemente mais bonito e agradável aos olhos são esses caminhos, mas o caminho da salvação é estreito, tem espinhos – mais precisamente os que foram fincados na cabeça do Rei dos Reis; Cuidado ao andar por ela pois há cravos no chão – cravos que cravaram os nossos pecados na cruz; E há também manchas de sangue por toda a estrada – sangue que nos purifica e limpa de todo pecado. Esse é o motivo do por que uma estrada tão difícil.
O caminho era perfeito, mas o nosso pecado o deformou. Jesus veio para ser o primeiro a passar por ele, pois, ninguém conseguiria atravessá-lo. Ele conseguiu e agora nos aguarda. Também deixou pistas de como suportar as dificuldades encontradas durante a caminhada. É só olhar para o seus exemplos no livro de dicas (a bíblia). A escolha é sua... e aí: o caminho largo ou estreito?
Em outras palavras mais simples - entender que o caminho para a salvação é estreito e difícil
de chegar até o final, que envolve sofrimentos, perdas e muita dor, mas aos que chegarem receberão a vida eterna.
Autor: Diego Araújo.
Autor: Diego Araújo.

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